254 - Que Presente Gostoso

É melhor fechar o vidro do carro e ligar o ar. Está muito quente.”
Ela pensou. Enquanto fazia isso começou a sorrir.
“Acho que sou eu quem está pegando fogo! É o nervosismo e o tesão de fazer algo que nunca fiz.”
Ela estava rindo, agora. Não apenas sorrindo. Ela se sentia feliz porque estava indo para um encontro de sexo totalmente diferente. Não era com o seu marido, que ela ia transar (há muito tempo não rolava nada com ele; até o afeto tinha se esvaído no dia-a-dia de uma relação corroída pelo álcool e pelas fraquezas do homem com quem tinha se casado virgem).
Também não era com o seu amante (uma palavra que em breve perderia o sentido; estava amando e era correspondida; era a primeira vez que se sentia assim, nos seus 32 anos de vida; em algum tempo se livraria do corno bêbado” - como ela vinha tendo prazer de pensar no marido, ultimamente - e poderia viver o seu amor em paz; na verdade ele não era o seu amante, era seu Homem). Ela estava indo curtir um presente do seu amante.
“Que louquinho!”

Ela voltou a pensar, rindo novamente.
Virou a esquina e logo viu a placa do motel. Levantou mais a saia curta e de tecido leve, mostrando as deliciosas pernas até o alto, e os pelos pubianos bem aparadinhos (que ultimamente não eram mais abafados por nenhuma calcinha). Abriu os botões de cima da blusa e deu uma olhada, para ver se estava gostosa o suficiente para arrancar delírios de quem a visse. Sorriu satisfeita, sabendo que estava um tesão.
Ela sempre teve fantasias exibicionistas e liberais, mas sua formação e o ambiente familiar em que sempre vivera, faziam com que ela pensasse que nada daquilo podia ou devia ser realizado. Tinham que continuar sendo apenas fantasias.
Seu Homem, no entanto, tinha mostrado um outro mundo para ela. Nascido e criado em São Paulo, tendo morado no exterior e conhecido outras culturas, ele tinha uma visão totalmente diferente do sexo e do prazer. Logo em seus primeiros contatos ele a incentivou a abandonar as calcinhas e usar apenas saias e vestidos leves e soltos. Ele a lembrou que era uma mulher jovem e muito gostosa. Fez com que recuperasse sua autoestima e se sentisse bem.
Sua vida vinha mudando absurdamente, nestes dois meses. Sua alegria era contagiante e todos perceberam. No trabalho passaram a reparar nela e no seu desempenho profissional. Em um escritório em que quase só trabalhavam homens, ela passou a ser admirada e desejada. Embora não desse bola para ninguém, ela percebia que isso tinha trazido benefícios à sua carreira, lá dentro.
E agora aquilo. Aquela aventura!
Encostando o carro à recepção do motel, ela disse à recepcionista que olhou gulosa e deliciosamente sorridente para sua blusa generosamente aberta e o vão entre suas pernas:
- Tem alguém me esperando na suíte 27.
A moça pediu um momento e foi para o fundo da recepção. Falou alguma coisa com um homem que estava sentado e este levantou-se e foi atendê-la. Olhou descaradamente para cada detalhe daquela gostosa fêmea, lambendo-a com os olhos, antes de abrir o portão do motel e falar, sem ter perguntado nada:
- É a última suíte à esquerda, indo em frente. Seu acompanhante deixou a garage para você.
Nitidamente feliz com a visão daquele corpo delicioso, que tinha dado vida à sua tarde, ele concluiu piscando para ela:
- Tenha uma boa estada, meu amor.
Ela adorou aquela situação. Sabia que tinha deliciado uma fêmea e atraído um macho, e isso a deixava feliz. Mas continuava nervosa. Mais ainda agora, que o momento de se entregar àquele novo e desconhecido prazer estava prestes a se concretizar.
Colocou o carro na garagem da suíte e mantendo um hábito que tinha adquirido sempre que ia ao motel com o seu Homem, despiu lentamente toda a sua roupa. Seu coração não estava batendo; ele pulava dentro do seu peito, mas ela estava aprendendo a ter autocontrole, ultimamente.
Nua, calçando apenas as sandálias de saltos altos, ela desceu do carro e o contornou pelo lado de fora da suíte, enquanto acionava o alarme para trancá-lo e fechar os vidros. Foi até a porta da suíte e bateu três vezes.
Imediatamente, como se já estivesse com a mão à maçaneta, um homem alto, moreno bronzeado e de físico definido, vestindo apenas uma cueca boxer branca e uma gravata borboleta de cetim preto atendeu-a falando apenas:
- Seja bem vinda, Eliane!
Ela sorriu. Eliane não era o seu nome, mas o seu Homem sempre pensava em tudo; claro que ia cuidar do sigilo sobre a sua identidade.
Ela reparou que ele segurava uma bandeja de metal, com um envelope branco.
Não ligando para o fato de estar, ainda, totalmente nua, parada do lado de fora da suíte, e que os carros que passavam por aquele corredor (ela tinha ouvido dois) podiam vê-la daquele jeito, ela pegou o envelope e leu o cartão que dizia:
“Aproveite a sua massagem e tudo o que vier com ela, meu doce Amor!”
Enquanto lia o massagista foi rapidamente fechar a garagem da suíte e voltou dizendo:
- Todo mundo podia ver o seu carro, Eliane.
- Eu não me importo.
Ela respondeu sentindo que o nervosismo diminuía, dando lugar a um imenso tesão. Sua boceta estava molhada.
- O homem que fez contato comigo falou que você era muito bonita, Eliane. Mas você é muito mais do que eu imaginava. Vai ser um prazer atendê-la, minha gata.
Ele falou enquanto a pegava pela mão e introduzia no aposento, fechando a porta.
Sem saber muito bem como agir, ela ficou esperando que ele a conduzisse. Com um cuidado quase carinhoso, ele a levou até a cama, perguntando:
- Você gostaria que eu te desse um banho, antes?
- Não.
Ela respondeu decidida.
- Vamos direto aos fatos!
Ela sorria olhando para o volume estufando o tecido da cueca. Vacilou por um segundo, antes de lembrar que ela era a cliente e ele era apenas um objeto. Então falou, puxando a cueca para baixo:
- Tire logo isso!
Pegou no pau meio duro do massagista e sentiu o volume, a grossura. Era pesado; encorpado; cabeçudo. Com quase tudo depilado, um saco volumoso e apetitoso se mostrava, logo abaixo daquele caralho já mais endurecido.
Ela pegou no saco, sentindo-lhe o volume e a textura. Apalpou decidida e firme cada uma das bolas.
- Vire!
Ela ordenou, já puxando-o pelos quadris. Olhou para a bunda bem desenhada e musculosa daquele macho. Apalpou-a e comentou:
- Acho que você vai ser o melhor presente que ganhei na vida!
Voltando a tomar o controle da situação, o massagista falou:
- Uma mulher como você pode ter o homem que quiser.
- Eu tenho o homem que eu quero. Você é só um presente. Um objeto. A comprovação de uma teoria.
Tendo casado virgem, aos 18 anos, ela jamais tinha tido qualquer tipo de relacionamento com outro homem, até cerca de quatro anos antes. Nos 14 anos que durava o seu casamento, seu marido jamais tinha se preocupado em proporcionar prazer a ela. Fazia sexo como se fosse um direito dele e uma obrigação dela.
Depois veio a bebida. Ele sempre bebera, mas começou a ficar no bar todas as noites, e voltar para casa totalmente chumbado.
Ele a procurava cada vez menos. Quando o fazia, o sexo era cada vez menos uma obrigação, e cada vez mais um castigo para ela.
Há cerca de quatro anos ela resolveu que tinha direito ao prazer. Cedeu às cantadas de alguns dos muitos homens que a assediavam, e fez algumas tentativas. Mas eram caras sem pegada. Molengas!
Um deles tinha PEDIDO LICENÇA (!!!) para pôr a mão nos seus seios, quando eles estavam se beijando! E isso aconteceu quando ela já tinha arriscado a mão sobre o pau do cara! Claro que o tesão foi embora, na mesma hora. Ela desceu do carro deixando o trouxa com uma cara de idiota que era coerente com a sua falta de atitude.
Nunca tinha chegado ao sexo, propriamente dito. Os caras tinham a capacidade de estragar tudo, antes de chegar lá, e ela continuava quase virgem, tendo conhecido apenas um homem, na penetração, e jamais tendo alcançado um único orgasmo em uma relação sexual, só no prazer que proporcionava a si mesma.
Com o tempo ela desistiu de tentar. Começou a achar que tinha casado com o homem errado e perdido a grande chance de ter prazer. Já não se arrumava tanto, não se gostava tanto. Sua vida se resumia ao trabalho e aos cuidados com a filha, de dez anos.
Com o seu Homem, no entanto, tudo aconteceu de maneira muito diferente. Amizade, companheirismo, sexo, cumplicidade, amor, Amor, AMOR. As coisas foram acontecendo nesta ordem e o amor só fazia crescer, desde então. Depois que ela tinha tido prazer com o seu Homem, ela fazia questão de esperar o CORNO BÊBADO acordada, apenas para ter o prazer de olhar para ele com desprezo e pensar nele e repetir mentalmente: CORNO BÊBADO! Era quase uma vingança.
Em uma conversa com o seu Homem, ela contou suas tentativas para obter prazer com outros homens e disse ter chegado à conclusão de que não existe sexo sem amor, feito apenas pelo tesão. Experiente, ele tinha dito que provaria que ela estava errada.
Por isso ela estava ali.
O massagista a colocou de bruços e pediu que ela fosse relaxando. Ela o ouvia se preparando e tentou controlar o ritmo da sua respiração, para impedir que qualquer traço de ansiedade prejudicasse o gozo de uma nova experiência.
Teve um ligeiro tremor, quando o massagista tocou seu calcanhar com a mão cheia de algum creme. Começando pelos pés, ele foi massageando-a dedo por dedo, passou para as panturrilhas. Foi subindo sensualmente por cada uma das pernas, até chegar à dobrinha onde inicia a sua bunda.
Safado, ao subir pelo interior das suas cochas, ele deixava o dedo passar pelo volume da sua boceta carnuda e já totalmente melada e piscante.
Sem ter tocado na bunda, ele pulou para os ombros. Friccionava suas costas. O creme que ele usava fazia com que as mãos deslizassem suaves e garantiam um prazer maravilhoso, ampliado pelo relaxamento que o experiente massagista já havia conseguido instalar nela. Ao massagear as laterais das suas costas, indo até as axilas, ele safadamente visitou umas três ou quatro vezes cada um dos seus seios, enfiando as duas mãos debaixo do corpo dela.
Enquanto ele fazia isso, ajoelhado ao seu lado, ela abriu os olhos e se maravilhou com a visão do pinto duro e bonito daquele macho gostoso, e daquele saco atrevido e firme, debaixo dele. Ela sorriu deliciada ao constatar que se o massagista parasse ali, naquele momento, ela seria forçada a confessar para o seu Homem que sua teoria já estava comprovada. Ela já sabia que sentiria muito prazer, naquele dia, com alguém cujo nome ela sequer sabia, e nem queria saber.
Ao chegar à sua cintura, ele novamente parou. Pegou mais creme e subiu em suas pernas, sentando-se sobre suas panturrilhas e fazendo-a sentir o seu pinto tocando a pele. Começou, então, a dedicar-se à sua bunda. Sua deliciosa bunda morena e mineira.
Massageava generosamente suas nádegas, deixando que a ponta dos seus dedões cutucassem atrevidamente o seu cuzinho. Em determinado momento ele deu uma parada. Uma rápida parada.
Pelo barulho, ela desconfiou que ele havia pego um preservativo e encapado o pau. Embora estivesse relaxada, seu coração deu uma ligeira acelerada. Ela estava prestes a ser penetrada pelo terceiro homem, em toda a sua vida.
Com mais creme, nas mãos, ele voltou às suas nádegas. Massageou mais um pouco, antes de deixar suas mãos escorregarem até os seus ombros e o corpo dele encostar totalmente nas costas dela, fazendo com que ela sentisse o seu pinto duro se esfregando no vão das suas pernas.
Ele voltou a ficar sentado e suas mãos começaram e explorar o seu cuzinho. Na dúvida, se devia protestar, ou não, ela resolveu deixar para ver até onde iria. Reclamaria, se algo não estivesse lhe proporcionando prazer, ou causando algum incômodo, ou dor.
O creme fazia com que os dedos dele deslizassem com facilidade, naquele buraquinho. O filho da puta do massagista sabia trabalhar. Só com os dedos ele já lhe proporcionava prazeres nunca antes desfrutados.
Os dedos dele se atreviam, mas sem causar sequer um incômodo a ela. Ele a estava alargando, e ela sabia. Ela tinha certeza de que ele ia sodomizá-la.
Mais uma vez as mãos correram pela sua coluna, até o seu ombro, e o corpo dele pressionou o dela sobre o colchão. Agora o seu pinto, mais atrevido, cutucou sem a menor cerimônia o seu cuzinho. Deu uma pequena forçada e parou.
Novamente ele sentou. Novamente os dedos prepararam o seu cuzinho. Novamente as mãos escorregando até o seu ombro. Mas agora foi diferente.
Após cutucar a portinha do seu cu, ele ergueu o corpo e, decidido, com os pés, afastou as duas pernas dela, deixando-as totalmente escancaradas. Ao encostar novamente a cabeça do seu caralho na porta do cuzinho dela, ele não parou. Foi entrando; afundando; alargando
O puto sabia o que fazia! A lubrificação que ele providenciou, nas preliminares, garantiam uma penetração gostosa; sem dor; sem incômodo.
Quando estava todo lá dentro, ele parou, encostou o rosto em seu ouvido e perguntou com uma voz gostosa:
- Está gostoso, Eliane?
- Um tesão!
Ela respondeu com um gemido.
- Se estiver doendo, ou incomodando
- Não. Me fode!
Ela sabia que esta pequena conversa tinha sido o tempo certo para se acostumar com o intruso. Percebeu a experiência do macho que estava enfiado em sua bunda, assim como tinha sacado que ele ainda aguardava um sinal. Pensando no quanto o seu Homem tinha escolhido bem o seu presente, ela deu o esperado toque.
Apesar de subjugada pelo peso do homem, ela jogou a sua bunda ligeiramente para trás, mostrando o que queria. Satisfeito, ele começou a bombar. Devagar, no começo, ainda acostumando as paredes do ânus ao grosso caralho. Ao acelerar, no entanto, ele a orientou com uma voz macia, apesar do vigor das suas estocadas:
- Enfie a mão na bocetinha, Eliane. Bata uma punheta. Fica muito mais gostoso!
Ela obedeceu. Estava sendo comida como nunca antes. No meio de todo o tesão, ela conseguiu pensar que o seu Homem estava certo. Com ele ela fazia amor; aqui ela era só um animal sexual, sendo vigorosamente fodida por um macho que não poderia ser outra coisa, além disso.
Mexendo em seu clitóris ela sentiu o primeiro orgasmo chegando rápido, inexorável. Entregou-se a ele com o desespero de quem esperou por isso por 32 anos. Gozou alto e forte. Gritando, gemendo, xingando.
Quase emocionada, ela lembrou que quando atingia o orgasmo com o seu Homem também gritava, mas para dizer:
“Te amo! Te amo muito!”
Com este cara era diferente:
- Eu tô gozando, filho da puta! Seu puto! Caralho sem vergonha! Gostoso! Me fode! Me fode!
O seu Homem estava certo! Existe prazer - um delicioso prazer, aliás - sem envolvimento emocional. E ela imediatamente entendeu o presente: embora estivesse fazendo sexo e tendo prazer com outro, ela amava ainda mais o seu Homem!
Ao começar o relaxamento, depois do orgasmo, percebeu que o macho retirou o pau no momento exato em que ela começava a sentir um ligeiro incômodo. O puto sabia tudo! Era, mesmo, um profissional.
Virando-a pra cima, ele rapidamente pegou outra camisinha e trocou a que estava usando. Com uma camisinha limpa e novamente protegido, ele levantou as pernas dela para cima e a penetrou na frente. Sem cuidado, aqui. Com vigor e determinação.
“Isso é um macho com pegada!”
Ela pensou quase rindo de tanto tesão e felicidade.
Ele estocava firme, decidido. E ela gozava! A partir de agora, eu sei o que significava a expressão multiorgásmica! - Ela sorriu pensando enquanto era chacoalhada pelas estocadas fortes.
Gozou uma, duas, três vezes, depois do delicioso orgasmo que tinha experimentado enquanto ele comia a sua bunda.
Ele a mudou de posição colocando-a de quatro. Mexia nela como se fosse uma boneca inflável, mas era gostoso.
Não ponha mais atrás!”
Ela pensou em dizer; mas desistiu porque sabia ser desnecessário. O puto era profissional e sabia o que estava fazendo.
De quatro foram mais umas duas gozadas, antes que ela pedisse para parar. Precisava descansar e tomar uma água, que ela pediu e ele pegou, no frigobar.
Olhou agradecida para ele e disse:
- Se você quiser pegar alguma coisa para você, uma cerveja, ou algo assim. Pode ficar à vontade. Você fez por merecer!
- Eu tomo água, também.
Ele respondeu.
- Bebidas alcoólicas prejudicam o nosso desempenho, no trabalho.
Ela apenas sorriu, olhando para o pinto ainda duro do GP (garoto de programa, ou massagista - ela sorriu pensando). O que ele tinha dito era verdade. Seu marido tomava muita cerveja e, a partir de agora, ela o chamaria, no íntimo por um novo apelido: “CORNO BROXA”, ela sorriu, pensando.
- Você é muito bom!
Ela falou, imaginando que ele devia ter uns 25 no máximo 30 anos, e constatava, deliciada, que estava com as pernas totalmente abertas e a boceta escancarada, na frente de um homem cujo nome ela jamais saberia.
- Foi uma delícia!
Ela completou.
- FOI?  
O massagista perguntou enfatizando. E continuou:
- Ainda não acabou. Eu só fiz massagem na parte de trás. Agora é que vem a parte boa!
Ela caiu na gargalhada e jogou o resto da garrafa de água sobre o seu rosto, molhando a cama já muito umedecida pelo seu suor.
Definitivamente este tinha sido o SEGUNDO melhor presente de toda a sua vida! O primeiro tinha sido o seu Homem. “O seu amante!”, ela pensou, deliciosa, que nunca deixaria de tratá-lo como tal, porque ele merecia.

Ela estava tendo muito prazer com um, e amava ainda mais o outro!

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