296 - A Babá

Olhei para Aline com uma expressão confusa quando abri a porta de casa. Quando finalmente desliguei o telefone, consegui explicar para ela que naquele domingo o Renatinho, meu filho, passaria o dia com o pai. Os dois tinham saído logo de manhã cedo. Não sabíamos ao certo se eu quem tinha esquecido de avisar ou se ela tinha esquecido da mudança de agenda, mas naquela hora não importava mais. 
Aline já era nossa babá fazia algum tempo, e foi aquela ajuda que eu precisava quando o divórcio aconteceu. Ela era uma moça jovem, decidida, fazia faculdade e precisava da grana extra. Trabalhava apenas alguns dias por semana e fins de semana em que havia algum imprevisto. 

Falei que não fazia sentido ela voltar para casa, que era tão distante. Se quisesse poderia ficar lá e aproveitar a piscina – que era usada pouco pelo Renatinho, que tinha pavor de nadar. Sem graça, ela falou que não tinha nada para vestir. 
Disse para ela ir ao meu quarto, que emprestaria um dos meus biquínis. Com certeza com um corpo daquele, todos serviriam. Estava com um pouco de preguiça de pensar, estressada como estava com o Roberto. Fui para cozinha e enchi um copo com uma dose de vodca do bar e entornei por completo.
Fui até o quarto e a Aline estava parada, me esperando, toda sem graça. Enquanto abria o armário e arremessava sobre a cama alguns biquínis que encontrava, falei que ela não precisava ficar sem jeito, já que é uma das pessoas com quem mais convivo. 
Ela era bem esguia, cabelos cacheados, castanhos e queimados do sol do Rio. Minha cabeça já estava tonta com a dose de vodca. Encostei um pouco a porta do quarto, mas parei para observar.
Aline foi vagarosa na troca: olhou fixamente para o biquíni antes de começar a tirar a calça jeans e a blusa que usava. Tinha o corpo torneado e moreno, seios e bumbum marcados pelo sol e uma linha fina de pelos cobrindo sua boceta. 
Era linda, pensei. Acordei deste pequeno sonho e fui à cozinha novamente. Preparei dois drinks de laranja com vodca e quando Aline saiu do quarto ofereci um dos copos. Disse que ela não precisava se preocupar, afinal era um dia de folga e ela tinha que aproveitar. 
Virei mais uma dose de vodca e fui me trocar. Não sei por que, mas escolhi o biquíni mais cavado que eu tinha. Estava com calor, com calores diferentes. A briga com o Roberto, o corpo de Aline, tudo parecia uma combinação louca para me deixar com tesão.
Cheguei na piscina quase desfilando e percebi que chamei a atenção de Aline. Meu corpo estava em forma – desde o dia que me separei comecei a me cuida mais -, mas em comparação à Aline estava bem branquela. 
Comecei a conversar e ela se soltou mais, bebericando sua vodca como eu. Minutos se passaram e já estávamos rindo e trocando confidências sobre antigos namorados. Contei que o Roberto nunca foi muito bom de cama e a maioria dos meus orgasmos eu consegui sozinha, com lubrificantes diferentes e vibradores.
Confessei que tinha alguns no quarto. A jarra foi acabando e Aline admitiu que com homem era difícil mesmo, que o orgasmo mais forte que teve foi com uma amiga, na época de cursinho. 
Aline deitou-se de peito virado para a esteira e desamarrou o biquíni. Disse que queria perder a marca e me pediu para passar mais bronzeador nas costas. Comecei a tocar sua pele, observei a curva dos seios dela aparecendo, apertados contra a esteira.
Ela me lembrou de não esquecer a bunda. Ela riu e eu a acompanhei. A bunda era firme, torneada, sem nenhuma imperfeição. Percebi que ela tinha ficado arrepiada com meu toque ali. 
As horas passaram, mais uma jarra de vodca com suco saiu e já estávamos bem alegres. Mas depois de algumas horas, estávamos cansadas e falei que iria tomar um banho para me deitar um pouco. Já estava completamente pelada, quando Aline entrou no meu quarto sem eu perceber e depositou um beijo no meu pescoço.
Seus dedos sorrateiros subiram pelas minhas costas e apertaram gentilmente meus seios e começamos a nos beijar, suavemente, carinhosamente. Nos encaramos por um tempo e nossos olhos conversaram sem palavras: aquilo não poderia ter consequências. Era uma experiência para o prazer das duas. 
Deixei-me levar e fomos ao chuveiro, nos tocando, beijando, reconhecendo nossos corpos. Completamente molhada, Aline começou a dar o banho mais sensual que recebi na vida. Ela concentrava seu olhar e atenção em cada parte do meu corpo.
Aline desligou o chuveiro e começou a beijar os bicos dos meus peitos, excitados, durinhos. Primeiro engolindo as pontas e depois chupando o máximo que ela podia. Sentia sua língua fazer movimentos circulares mesmo quando ela abocanhava cada peito por completo. Eu gemia e minhas pernas já estavam bambas. 
Ela desceu e colocou uma das minhas pernas no ombro e começou a usar sua língua na minha boceta. O Roberto nunca fazia isso! Era como se ela tocasse um instrumento de cordas, sua língua se mexendo horizontalmente, depois na vertical, e depois sua boca comendo e lambendo tudo por completo. Apertei os cabelos cacheados de Aline e empurrei sua cabeça ainda mais para dentro. Gozei ali mesmo e queria ainda mais. Queria provar o gosto dela. 
Voltamos para o quarto e pedi para ela deitar com as pernas bem abertas na cama. Fui ao meu armário e peguei um dos meus vibradores e um lubrificante especial, que esquentava. Fiquei de quatro e comecei a chupar os lábios que se escondiam por trás daqueles pelos dourados da buceta dela. Era um gosto único e enquanto me deliciava também batia uma siririca. Aline não segurava seus gemidos, a roupa de cama saindo das beiradas de tanto ela agarrá-la. 
Depois coloquei um pouco do lubrificante e comecei a brincar com meu vibrador. Ela pedia mais e mais. Revezava minha língua e as vibrações do meu brinquedinho para deixá-la louca. Ela puxou um dos meus dedos e colocou inteiro na boca.
“Mete em mim”
Ela falou devolvendo meus dedos úmidos. Foi um círculo do prazer: dedos, língua e vibrador.
“Quero sentir o gosto do seu gozo”
Falei e foi a dica para a Aline ter um orgasmo bem na minha cara. 
Nos deitamos lado a lado e trocamos carícias em silêncio.
“Acho que toda mulher adulta precisava de uma babá que cuidasse dela desse jeito”

Falei sorrindo enquanto meus dedos já caminhavam para as pernas de Aline para começar uma segunda vez.

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