298 - Meu Primeiro Cliente

Muitos condenam quem dá por dinheiro. Eu mesma era assim. Até que a vida me obrigou a abrir as pernas para qualquer um que pagasse.
Sou conhecida por Laura e Sheila, nomes de guerra. Há um ano atrás, perdi Fabrício, meu marido, num acidente. Na época com quase trinta anos, viúva e três filhos pequenos para criar.
Foram dias difíceis. Traumatizada, tive de assumir tudo. O único seguro que recebi foi o obrigatório do carro. Veículo esse com perda total e parcelas a pagar.
Os recursos que tinha à mão, eram da rescisão e FGTS, que a firma do Fabrício providenciou. Enquanto não saía a pensão, de valor irrisório.
No inventário, gastos com advogado e impostos para passar para meus filhos o apartamento, único bem que restou. Mais despesas com IPPTU, condomínio, matrículas, uniforme das crianças, fora outras que nem me recordo.
De uma dona de casa burguesa, de repente, pela primeira vez na vida, quebrando a cabeça com finanças. Dispensei a babá que havia ajudado criar meus filhos. Tirei os dois maiores do curso de inglês e da escolinha de natação.

Tentei manter o padrão de vida que levávamos. Não queria que meus pimpolhos sentissem, mais do que já sofriam com a ausência do pai.
Chegou num ponto que não deu mais. Cortei todos gastos possíveis. Mesmo assim, fui obrigada a procurar trabalho. Trabalhar no que? Apesar de formada em pedagogia, minha única experiência era cuidar de casa.
Na área de magistério, todas portas que tentei estavam fechadas. Concursos haviam, mas em cidades distantes. Outros empregos que tentei, tive concorrência de pessoas mais jovens e preparadas.
A única coisa que consegui, me daria um salário pouco maior que até há pouco, eu pagava para minha empregada. O que iria ganhar, não daria nem para o colégio das crianças!
O tempo passando, grana encurtando, nada da pensão e eu me sentindo inútil, cada vez mais desalentada.
Cheguei a pensar em pedir ajuda dos meus irmãos. Porém, mesmo que emprestassem, como poderia pagá-los depois? Além disso seria uma humilhação. Meu orgulho falou mais alto e desisti da ideia.
Na ocasião, tinha assistido ao filme “Ninfomaníaca - sexo sem culpa”, onde a personagem, casada e bem sucedida profissionalmente, saía com desconhecidos por puro prazer.
Bem, se ela saía com homens por prazer, porque não fazer por dinheiro?
Casei virgem, ao menos tecnicamente, com o hímen intacto. Não fui nenhuma santinha. Mas nos treze anos de matrimônio, jamais saí com outro. Sentia uma imensa saudade de Fabrício, homem delicioso, que sempre me realizara na cama. Com quem não fazia sexo e sim fazia amor.
Sexo com amor, talvez não tivesse mais. Então decidi fazer sexo por dinheiro. Lembrei dos chavões “puta”, “vadia”, “mulher de vida fácil” e outros, mas o momento não era para luxos ou melindres. A sobrevivência cobrava decisões imediatas e corajosas.
Peguei no guia da cidade o endereço de várias casas de encontros. A maioria só funcionava à noite. Restou as saunas. Procurei as mais afastadas de casa. Muitas se interessaram por mim. Disseram que apesar da idade, eu tinha uma certa classe, elegância. Em uma delas, o gerente me cantou descaradamente, querendo ser o primeiro.
Mas não deu certo. O problema foi o horário de trabalho. Para mim o ideal seria das 12h até 18h ou no mais tardar 19h. Eles não podiam abrir exceção por causa das outras que ficavam até 24h.
Foi lendo os classificados de um jornal, que deparei com a seção de massagistas. Nele diversas mulheres se ofereciam. Tinha até travestis, citando seus dotes em centímetros!
A disputa para encabeçar os anúncios era ferrenha. Por causa da ordem alfabética, todas iniciavam com a letra A qualquer coisa, ou com números de telefone.
Resolvi ir à luta. Comprei outro celular pré-pago. Plagiando outros anúncios, redigi o meu:
- A Laura iniciante - 27 anos (diminuí um pouquinho), 1,70m, 59 kg, cabelos longos e lisos, rosto de boneca, carinhosa e sensual para homens de bom gosto. Atendo em hotel/motel das 13h às 18h. Fone xxxx-xxxx.
Mandei publicar. No dia seguinte, ansiosa, acordei cedo e fui comprar o jornal. As batidas do coração aceleraram, só em ler o anúncio. Logo após o almoço, meio estabanada, preparei e coloquei as crianças no ônibus escolar.
Tomei uma ducha, vestindo a lingerie mais sensual que possuía. Soutien e calcinha fio dental vermelha, bem entradinha. Meia 3/4 com cinta liga. Joguei por cima um vestido leve e discreto, saltos altos e fui para o que desse e viesse.
O novo celular tocou. Atendi sentindo o coração bater descompassado. Uma voz masculina, sotaque interiorano perguntou:
- Alô, é a Laura que fala?
- Oi, sou eu mesma. Quem fala?
Senti que quem ligava estava agitado, suspirando pesadamente:
- É sobre o programa. Quanto você cobra?
Respondi sem convicção:
- R$ 200,00.
O homem esbravejou:
- Você está louca? Sua boceta é de ouro? As outras cobram R$ 50,00. Cai na real, vadia!
Desligou o telefone na minha cara. Eu fiquei, tremula com o aparelho no ouvido. Não sei se foi a ligação ou a reação do homem que me deixou mais receosa. Mal me recompus, nova ligação.
- Alô, é sobre um anúncio no jornal. Estou falando com a Laura?
A voz era de alguém seguro de si, educado e com entonação simpática.
Respondi:
- Sim, é ela mesma.
Já esperando a pergunta seguinte e decidida a reduzir para cem reais. Ele continuou:
- Tu podes vir agora no hotel onde estou hospedado? Gostaria de te conhecer.
O convite me pegou de surpresa. Não perguntou nada, nem ao menos sobre o preço. Era meu primeiro cliente e transmitiu segurança. Combinei que estaria lá em meia hora.
Cheguei no hotel, um cinco estrelas. Nunca imaginei que ali, admitiam mulheres de programa. Perguntei na recepção sobre o apartamento 1403. Pelo jeito, ele já estava avisado, me mandando tomar o elevador.
Plantada em frente a porta, tive um sentimento de pânico, angustia. Quem estaria do outro lado? Um maníaco assassino dos filmes? Não, não num hotel daqueles. Como ele seria? Horrível, asqueroso? E o pau dele? Seria enorme e grosso como de um jumento, me machucando toda? E se ele...
O medo me fez fugir em direção do elevador. Pensei em meus filhos e na situação financeira. Eu precisava do vil metal. E ainda tem gente que diz que dinheiro não traz a felicidade. Respirei fundo, dando meia volta.
Bati timidamente. Um homem de aparência distinta, abriu, vestido com um roupão azul-marinho. Não conseguia encará-lo, limitando a olhar para os chinelos que ornavam os pés.
- Oi, sou o Felipe. Tu deves ser a Laura. És mais bonita do que pensava!
Apesar de envergonhada, o seu jeito alegre e falastrão foi me deixando à vontade. Todo meu receio sumiu como num passe de mágica. Felipe era um executivo de Porto Alegre a negócios em Curitiba. A aliança na mão esquerda denunciava que era casado. Ria com gosto das próprias piadas. Em tudo tinha as expressões “Tchê” e “Bah!”.
Ofereceu um copo de vinho, que aceitei de imediato. Era tinto e seco. Apesar de eu preferir o rose suave, naquele instante tanto fazia. Podia ser até cachaça que teria descido.
Felipe acariciou minhas faces, a outra mão desceu até o seio, apalpando o biquinho que foi enrijecendo. Senti um arrepio percorrer todo o corpo. Tinha planejado nunca beijar nenhum cliente. Quando dei por mim, já estava com os lábios colados no dele. Sua língua não teve dificuldade em penetrar minha boca. Nos beijamos loucamente, eu já sentindo algo duro estocando a barriga.
Me afastei um pouco e vi, o volume estufando a parte inferior do seu roupão. Louca de tesão, arranquei seu roupão. Ele não vestia nada por baixo. O que saltou foi um mastro de tamanho considerável, totalmente ereto e inchado.
Tinha decidido e até treinado fazer sexo oral só após encapar com a camisinha, esticando e colocando sobre a cabeça do pênis, desenrolando com os lábios, mas, naquela hora esqueci de tudo e caí de boca, pele na pele.
Fiz um boquete com vontade e entusiasmo. Felipe gemia e gentil, avisou que ia gozar. Eu queria o seu leitinho! Continuei lambendo, beijando, chupando enquanto o masturbava e logo, seu pau inchou mais e senti o jato atingindo minha garganta.
A cada latejada, mais e mais esperma. Foi tanta porra que até vazou pelos cantinhos dos meus lábios, misturado à saliva. Engoli o que deu. O resto ficou no queixo. Suguei até deixar, aquele pau maravilhoso bem limpinho.
Me despi e fui tomar uma ducha. Estava com a vagina tão molhada que o melzinho escorria pela virilha. Quando retornei ao quarto, ele estava deitado na cama, me observando com um olhar curioso e maravilhado. Deitei a seu lado, me aconchegando como fazia com meu finado marido, Fabrício. Felipe me abraçou, dizendo que tinha gozado como nunca.
Passou a acariciar minhas coxas e logo seus dedos estavam na rachinha úmida. Os dedos lubrificados pelos meus sucos passaram a massagear o clitóris, naquela altura inchados pelo desejo. Retribuí punhetando e logo sua rola estava novamente firme.
Desta vez, lembrei da camisinha na bolsa. Encapei usando a técnica, ensaiada com um pepino. Deitei de costas, abri as pernas e o puxei na posição papai e mamãe. Ele pincelou o cacete na entrada da grutinha, iniciando a penetração. A cada avançada, sentia ondas de prazer e mal entrou tudo, o orgasmo reprimido explodiu. Esqueci completamente que estava ali a serviço. Fazia um bom tempo que não sentia tanto prazer.
Passou a socar de forma ritmada. O empurra e puxa dele com o cilindro de carne dura nas minhas entranhas estava me levando a outro orgasmo. Fora de si, eu rebolava loucamente o quadril, tentando fazer com que sua masculinidade tocasse minhas partes mais sensíveis.
Aquele homem era gostoso demais! Seu cheirinho, o carinho no toque estava me deixando maluca! Se tinha jurado não beijar, não chupar sem camisinha e nem fazer anal, já tinha descumprido as duas primeiras. Veio a vontade de dar tudo o que podia dar a ele. Num impulso ofereci:
- Quer comer o meu cuzinho?
Nem precisou responder. A expressão de felicidade estampada em seu rosto já dizia tudo.
Fiquei de quatro, apoiando a barriga em dois travesseiros. Felipe se posicionou por trás e ao sentir a cabeça da rola encostar no meu rabo, com as duas mãos, abri as maçãs da bundinha. Tentei relaxar, mas a penetração estava difícil. Me arrependi de não ter trazido algum creme lubrificante.
Ele então cuspiu no meu reguinho e também na cabeça do pau. Foi enfiando lentamente. Mesmo sentindo que estava sendo rasgada, fui rebolando devagar, procurando acomodar aquele pedaço de carne dura no cuzinho. A dor inicial deu lugar à ardência. A cada avançada, mais a sensação de estar sendo esfolada por dentro.
Pedi para ele parar um pouco. Felipe disse:
- Já está tudo dentro de ti.
Mais habituada com o invasor, recomecei o rebolado. Ele iniciou o tira e põe, a princípio lentamente, aumentando pouco a pouco o ritmo. Comecei a friccionar o grelho.
A sensação estava incrivelmente deliciosa. Pedi para ele estocar mais rápido. Outro orgasmo, o mais intenso, veio junto com meus gritos. Me deixei cair prostrada, agora sentindo as bombadas vigorosas e logo depois ele gozou também, enterrando fundo no buraco anal. Depois de breve pausa, continuou metendo até o pau ficar meio mole, escorregando para fora.
Enquanto me vestia, pensei em quanto tempo da minha vida havia desperdiçado. Felipe pegou a carteira e perguntou:
- Tu fostes maravilhosa, mulher! Mas que baita prazer tu me destes! Quanto te devo?
Pensei em dizer cem reais, mas só consegui balbuciar:
- Tu que sabes.
Felipe me deu R$ 500,00. Se soubesse que, para um homem gostoso como ele, eu daria até de graça!

Tive muita sorte de ter aquela delícia de macho como primeiro cliente.

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