306 - VIDA DE CASADA

Lembro-me como se fosse ontem, quando minha amiga Claudia me falou:
“Vida de casada é fogo!”.
E ela estava certa. Lavar, passar, cozinhar para um marido ingrato é a pior coisa do mundo. Muitas vezes eu ficava louca de tesão e ele só pensava em trabalho, comida e cama pra dormir.
Numa certa noite, meu marido chegou em casa, pra variar cansado do trabalho. E eu com o ventre ardendo em chamas. Procurei ser simpática, sedutora:
- Boa noite, Júlio!
- Fiz um jantar especial pra você. Até comprei aquele vinho que você tanto gosta!
- Hmmm... Estou com uma fome!
Era sempre o que ele dizia:

“Estou com fome”, “Estou com sono”.
Mas dessa vez ele não me escapava, nem que eu tivesse de colocar afrodisíacos na bebida dele. Essa noite eu queria trepar com meu marido. Eu estava usando um vestidinho bem apertadinho, tipo tubinho, sem calcinha.
Ele se sentou no sofá e ligou a televisão (como sempre fazia quando chegava do trabalho), enquanto eu preparava o jantar dele com o maior prazer. Minha xoxota estava tão molhada que eu sentia escorrer pelas coxas. Então, num tom de brincadeira maliciosa, enfiei meu dedo na boceta, peguei um pouco do meu mel e dissolvi na taça de vinho dele.
Coloquei o jantar sobre a linda mesa de vidro, fazendo questão de não colocar toalha para que ele olhasse minha vagina ardendo através dela. Sentamo-nos na mesa para comer. Quase não contive o riso quando ele levou a taça de vinho a boca. Fiquei toda esperançosa de ele reconhecer o gosto, mas nada...
Sentei-me de frente para ele, com as pernas mais abertas o possível, mas ele parecia estar entretido demais com o salmão para me enxergar. Fiquei furiosa, abri ainda mais minhas pernas e puxei o vestidinho pra cima. Enfim ele notou. Júlio me olhava, olhava para o peixe, olhava para minha vagina, olhava para o vinho e nada fazia além de continuar comendo. E eu fiquei lá, sem tocar em meu prato, “servida” pra ele como uma idiota, até que ele terminou seu jantar.
- A comida estava ótima. Nossa, como estou cansado, hoje foi um dia difícil no escritório e amanhã também será. Vou dormir, boa noite!
Disse, me dando um beijinho na testa e seguindo para o quarto.
Não saberia dizer em palavras como eu estava possessa e frustrada. Eu queria matar o desgraçado. Como podia me deixar daquele jeito, toda fogosa, e ir dormir?! Como sempre, a primeira reação foi de raiva, Joguei um prato no chão e disse bem alto:
“Caiu, amor.”
Atirei os copos na pia rezando para que eles quebrassem, e eles não quebraram.
Terminadas as minhas obrigações domésticas, vieram a angustia e a solidão. Nessas horas, a única pessoa que me reconforta é a Claudia, minha amiga. Saí correndo para o apartamento dela do jeito que eu estava. Mas, para minha surpresa, quem atendeu a porta foi o marido dela, o Edgar.
- Oi, Joana. O que aconteceu? Você está chorando?
- Nada não, Edgar. A Claudia não está ai?
- Ela deu uma saidinha, foi até a mãe dela. Acabou de sair. Mas pode entrar... Quer conversar um pouco?
Só quando entrei é que reparei que o Edgar estava de toalha e roupão, com um grande volume entre as pernas. Aceitei a cortesia de uma conversa e me sentei no sofá. Ele me serviu um copo de Martini e sentou-se ao me lado. Havia algumas velas acesas pela casa. Aliás, o ambiente estava cheirando lubrificante. Logo imaginei que antes de Claudia sair, eles haviam dado uma boa trepada. Edgar sempre teve a fama de “bom comedor”.
Conversa vai, Martini vem, e de repente o volume entre as pernas do Edgar começou a crescer. Não que eu seja uma vagabunda reparando no pau do marido da minha melhor amiga, mas eu já estava carente, frustrada e insegura. Não dava para ignorar aquele volume aumentando assustadoramente - era um tanto quanto descomunal para não ser notado. Eu ri sem graça, um riso desleixado de quem já bebeu mais do que devia.
- Nossa, Edgar, esconde esse negócio... Estou ficando sem jeito!
- Por que? Você não gosta? Não gosta de um pau duro?
O jeito daquele homem falar fez com que o mel entre minhas pernas reavivasse. Tive até de apertar as coxas para conter o gemido que cresceu em minha garganta.
- Desculpe, acho que estou um pouco encabulada...
- Ah, não precisa ficar assim. Nós somos adultos...
E passou o braço por trás da minha nuca e foi me puxando. Eu resisti um pouco no início, mas fui cedendo, cedendo, até que abri as cortinas que escondiam aquela pica fenomenal. Enfiei minha boca em sua tora e quase me sufoquei. Nossa, nem sei dizer como aquilo era grande e grosso. Parecia madeira, de tão duro.
- Mmmm... Meu Deus, Edgar, que pica gostosa você tem. Eu passaria uma eternidade chupando isso aqui.
- Então chupa tudo, gostosa, chupa tudo.
E foi penetrando seu dedo entra as minhas pernas e também foi provocando meu grelinho, enquanto eu me sufocava naquele cacete rígido e quente. Como que por instinto, fui me virando, virando, até que fiquei de bunda virada pra ele, com a mão passando por entre minhas pernas, pegando o pau dele que estava atrás de mim.
- Coloca ele em mim. Quero sentir essa tora dentro de mim.
Ele se posicionou com o pinto na entradinha da minha xoxota, segurou forte em minha cintura e foi entrando bem devagarinho. Eu queria berrar de tanto tesão, mas ao invés disso eu mordia a fronha do sofá pra poder aguentar. Aquilo era um demônio, não era uma pica. Eu rebolava gostoso e ele fazia o movimento inverso, me comendo como um cachorro no cio.
Até que, em meu estado de bebedeira, fiz o pedido que em seguida me levaria ao arrependimento.
- Me fode o rabo... Come meu rabo...
Já era tarde pra voltar atrás. Além do mais, queria ser fodida até pelo ouvido, se isso fosse possível.
O senti cuspir na minha bunda, a saliva quente e melada, que ele foi espalhando com o dedo, forçando minha entradinha apertada e imaculada com seu dedo curioso. Então ele posicionou seu pau e tentou penetrar uma, duas, três vezes. Mas nem a cabeça entrava de tão grande que era.
Eu já pensava em desistir quando ele me segurou forte e me puxou. Acho que essa foi a primeira vez que eu conheci a dor de verdade. Meu reto se rasgou com seu caralho me penetrando e eu senti tudo girar, não sei se pela bebida ou pela dor que me consumia o ânus. Acho que senti veia por veia, nervo por nervo de seu pênis, e amei cada centímetro. Ficou ainda mais gostoso quando tudo se ajustou e ele pode se mover com menos cautela. Era uma delícia sentir suas mãos me segurando e seu pau me fodendo o cu.
- Me come, me fode bem gostoso... Vai... Me fode... Esfola seu caralho em mim...
Eu rebolava e ele as vezes chegava a cambalear de tanto tesão que sentia. Suas bolas batiam contra a minha vagina, seus pêlos roçavam minhas coxas. Eu não aguentei, comecei a gemer cada vez mais alto.
- Fode mais forte, fode mais forte... Estou gozando! Ah, mete que eu tô gozando!
Ele aumentou o ritmo das estocadas e começou a gemer mais forte, gozando junto comigo. Eu rebolava cada vez mais devagar, tentando puxar todo o gozo de dentro do pau dele.
Quando terminamos, não havia muito a ser dito. Eu me levantei, nos despedimos com um beijo no rosto e eu voltei pra casa.
Deitada, então, com meu marido roncando atrás de mim, fiquei pensando na experiência que tive e lembrei-me de minha amiga Claudia:
- É, Claudia.
Murmurei em voz baixa:

- Vida de casada é fogo mesmo.

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