331 - EU QUE PEDI


Fico aqui no meu computador procurando um homem para minha esposa. Já fiz diversos contatos. Quem pensa que é fácil está muito enganado.
Há um paradoxo entre o que ela quer e o que ela faz.
Ela está louca por uma novidade. Está doidinha por um pau diferente. Não faz muito segredo desse fato. Quando transamos ela, no embalo do sexo, confessa que adoraria dar para outro homem. Terminada a transa acaba o assunto.
Quando brigamos parece que a sua vingança preferida é arrumar um macho para trepar com ela. Mas fica só na ameaça.
Ela sabe também que eu tenho essa tara de vê-la rebolando numa pica, gemendo, gozando, pedindo para ser fodida, porém, quando acho que o assunto vai evoluir ela foge do pau. Coisas de educação familiar, tabus, sei lá.
Desta vez brigamos mais feio. Ela me acusou de não lhe dar atenção. Acha que eu fico demais no computador ou lendo meus livros. A briga já está durando uns quinze dias. Já fazia uns oito que não fazíamos amor. Ou seja, ela está sem o prazer de sentir um homem há quase um mês. Estou em nossa casa de praia, longe dela.

Sei que ela está subindo nas paredes, assim como eu.
Propositadamente, estou estendendo a reconciliação. Quem sabe o desejo seja tanto que não permita resistência.
Sei também que ela sente atração por um amigo meu. Aliás, o meu melhor amigo. Nas nossas transas ela confessa que tem muito tesão e vontade de meter com ele. Eu viajo muito, mas ele, muito respeitador, nem passa perto de minha casa quando estou fora. E é um sujeito sem sexo, por assim dizer. A mulher dele esfriou e faz uns dois anos que não dá pra ele.
Tive uma ideia:
- Vou dizer a ele que ela me disse que tem muito tesão por ele e como estamos brigados eu a liberei e que prefiro que ela dê para ele do que para um estranho.
Faz tempo que ela quer aprender a lidar com o microcomputador. Vou sugerir que ele dê aulas para ela.
Se dará certo eu não sei, mas se acontecer realizarei minha fantasia de saber que ela gozou em outro pau.
Acabei de falar com o meu amigo. Fomos caminhar pelo Parque. Ele me perguntou sobre ela, como estava nosso relacionamento, se as coisas tinham melhorado. Respondi que não, que continuamos brigados e que eu acho que um dos motivos é o sexo sem novidades. Falei a ele que achava que ela estava enjoada de fazer sexo com uma só pessoa. Justifiquei essa atitude dizendo que achava normal que isto acontecesse, pois era uma coisa que eu também sentia. Falei ainda que, talvez a solução para o nosso problema de relacionamento só se consertasse com alguma novidade em nossas vidas e que talvez, se fosse o caso, ela seria mais feliz com outro homem.
Ele me perguntou se eu não sentiria ciúmes. Peguei o gancho de suas palavras e disse que não, que ela já estava liberada de minha parte.
Comentei com ele, brincando, que ambos eram pessoas que estavam precisando de sexo e quem sabe fosse uma boa solução se encontrarem de vez em quando. Ele afirmou:
- Eu não seria capaz de fazer isto em respeito a você.
- Se ela não fosse minha esposa você faria?
- Bem, aí seria diferente.
- Faria?
- Sim, faria. Afinal ela tem seus predicados.
- Peitão grande como você gosta?
Ele riu amarelo confirmando minha suspeita. Ela realmente tem um par de seios lindo. Eu disse:
- Então você poderia se oferecer para dar aulas de informática para ela.
- Você tem certeza que não tem problema? Que não irá se arrepender?
Respondi sem convicção interna:
- Fique tranquilo.
- Mas quando? Como? Onde?
- Daqui três dias viajarei novamente. Ficarei uns 10 dias fora. Vou para a minha casa de praia. Você poderia iniciar as aulas com ela lá em casa. Se tudo correr bem você transa com ela lá mesmo.
- Na sua casa? Ta louco! Não tenho coragem.
- Tem sim. E no quarto de casal. Na minha cama. Que frescura é essa de respeito pela casa, pelo quarto, pela cama. Isto é besteira.
- Então está bom. Eu vou tentar.
Despedimo-nos.
Hoje é domingo. Quarta vou viajar. Vamos ver o que dá.
Estou caminhando na praia. É quinta-feira. Ontem à noite o meu amigo foi dar a primeira aula de informática para minha mulher. O que terá acontecido? Ele não me ligou para comentar alguma coisa. Eu não quero ligar para ela. Será que aconteceu? Que dúvida dilacerante. Não consigo sossegar. Fico imaginando os dois se beijando, se tocando. Penso nele colocando sua mão dentro do sutiã dela, burilando seu mamilo, abrindo os botões de sua blusa. Vejo em pensamento suas mãos percorrendo as coxas de minha esposa, procurando lugares proibidos. Imagino ela suspirando, respiração ofegante, tentando resistir, mas se entregando voluptuosamente aos desejos da carne.
Sou obrigado a sentar na areia para disfarçar meu estado. Penso em ir para casa me masturbar.
Sinto uma ansiedade muito grande. Meu peito parece que vai explodir. A emoção toma conta de mim. É uma sensação estranha. Um tanto boa, um tanto ruim. Meu celular não dá sinal de vida.
Sinto um certo arrependimento. Ou será medo? Eu posso perdê-la. A atração dela por ele é grande, eu sei. Corro o risco dela não querer mais saber de mim.
Decido entrar num barzinho e beber alguma coisa. Uma morena bonita me olha, mas não lhe dou atenção. Meus pensamentos estão todos voltados para os dois.
Vou ligar para ele, decido. Preferia não ligar, mas não consigo me controlar.
- Alô, sou eu. E aí? Como foi a aula de informática?
Do outro lado da linha uma voz rouca me dá a resposta que eu tanto esperava:
- Cara, foi você que pediu.
Aquela frase curta parece que vai fazer estourar os meus ouvidos. Sim, era verdade. Eu havia pedido a ele para seduzir minha esposa. Que consequências haveriam de acontecer? Teria eu dado um passo rumo ao cadafalso?
- Eu sei... Eu sei. Fui eu que pedi, mas agora quero saber o que aconteceu. Conta logo, por favor.
- Que mulher!!! Que mulher!!! Parece que fazia um século que não transava.
Minhas pernas ficaram bambas. Meu coração disparou. A minha esposa exemplar que só me traia nas fantasias havia transado com outro homem. Não era mais mulher de um homem só.
- Quero saber os detalhes, gaguejei. Conte-me tudo.
- Vá para sua casa e me ligue do telefone direto.
Fui quase correndo para casa e liguei para o seu telefone.
Meu melhor amigo passou então a narrar tudo o que aconteceu.
- Cheguei a sua casa era quase 9 horas da noite da quarta-feira. Não pude evitar um atraso de meia hora.
- Percebi que ela estava na espera com uma certa ansiedade.
- Entrei e beijei-lhe o rosto. Senti um delicioso perfume feminino no ar.
- Ela vestia um agasalho preto.
- Dirigimo-nos para o PC e eu passei a lhe dar algumas dicas de informática. Uns quarenta minutos depois ela me convidou para tomar uma xícara de chá. Sugeri uma taça de vinho e ela, maliciosamente, disse que não se responsabilizava pelos seus atos quando bebia vinho. Sorri, afirmando que o vinho era a bebida do amor, dos amantes.
Ela respondeu:
- Carente do jeito que estou não precisa nem de vinho.
Passou então a dizer que estava magoada com você, pois você não lhe dava atenção.
Eu disse a ela então:
- Eu também sofro por amor. Mas sofrer por amor é um sofrimento gostoso. Pior é não sofrer por não ter ninguém para amar.
Então ela me disse:
- Na verdade estou precisando de um abraço forte e gostoso.
Dizendo isto abri os meus braços convidando-a com o meu olhar a se aproximar e abraçar-me.
Senti seu corpo quente junto ao meu. Apertei-a contra o meu peito e senti seus seios se encostarem-se a mim.
- Percebi que ela estava bastante receptiva e aproveitei para dar-lhe um beijo na boca, que ela correspondeu de imediato. Minhas mãos dirigiram-se para os botões de sua blusa. Abri o primeiro e depois o segundo botão. Ela tentou segurar minha mão fingindo resistência. Ficou à vista se sutiã branco cheio de rendas.
- Percebi o início de seus seios volumosos. Acariciei-os levemente e introduzi a mão no bojo do sutiã sentindo seu peito quente sobre minha mão. Beijei-lhe o pescoço, as orelhas. Ela demonstrou ter sentido um calafrio. Abri totalmente sua blusa e desci seu sutiã. Ela ficou com os seios à mostra.
- São muito belos.
- Sua pele pálida destacava o rosado dos mamilos. Ela tem mamilos rosados e não escuros, como a maioria. Beijei-lhe os seios e chupei os biquinhos. Notei que o tesão tomou conta dela por completo. Introduzi minhas mãos dentro do seu agasalho passando a mão sobre a calcinha, procurando o meio de suas coxas. Ela sentou-se no sofá e puxou-me em sua direção. Caí literalmente sobre ela. Nossas carícias se tornaram quase que violentas. Eu a beijava com força e ela me agarrava e me puxava em direção ao seu corpo.
- Deitei-me por cima dela. Meu pau duro parecia um aríete socando suas coxas. Baixei a calça do agasalho. Ela ficou de calcinha e sutiã, mas o sutiã estava arriado, por baixo de seus seios.
Ela olhou nos meus olhos e com um ar lânguido disse:
- Me come. Por favor, me come. Estou precisando muito fazer amor.
- Beijei-lhe novamente. Senti tesão em sua saliva. Livrei-me das roupas, afastei suas coxas e ajeitei o meu corpo sobre o dela. Afastei sua calcinha branca, direcionei o meu pau para a entrada de sua vagina e fui empurrando lentamente.
Eu Disse.
- Pare, por favor, pare. Não me conte mais.
- Desculpe, mas eu perguntei várias vezes se você não iria se arrepender.
- Não é isso. É que estou sentindo tanto tesão que não consigo me controlar. Quero aproveitar este relato para curtir. Espere só um pouco, você já vai continuar.
Dizendo isto tirei minha roupa e fui para o quarto com o telefone sem fio. Deitei-me na cama. Meu pau parecia que estava prestes a estourar.
- Continua. Conta o resto.
Enquanto ele narrava o que havia acontecido eu me masturbava com furor e imaginava a cena de ambos fodendo em minha casa.
- Continue, conte-me tudo.
- Como eu dizia, fui forçando meu corpo sobre o dela. Senti meu pau ir entrando com certa dificuldade no início. Depois, a lubrificação vaginal facilitou tudo e eu enterrei até o fim. Senti a vibração dela ao entrar o meu pau.
- Vou dizer exatamente o que ela me falou.
- Me fode gostoso, querido. Enfia esse pau delicioso até o fim.
- Claro, princesa, com todo prazer.
- Não me chama de princesa. Me chama de puta e de vadia.
- Sim, putona, vadia, descarada, piranha. Você vai sentir o meu pau até o talo.
- Ela ficou de quatro na cama para que o meu pau pudesse atingir o fundo de sua buceta.
- Ficamos fodendo por uns quarenta minutos. Gozamos juntos. Ela arranhou minhas costas com suas unhas compridas. Eu chupei seu pescoço deixando-o marcado. Fui embora sem antes lhe prometer que de vez em quando nos encontraríamos.
- Amigo, que fique entre nós isto tudo. Não conte para ninguém.
Despedimo-nos e naquela noite eu não consegui dormir. Ficava o tempo todo imaginando a cena entre os dois. Ele beijando-a na boca, abrindo sua blusa, pegando em seus seios, chupando-os, metendo a mão dentro de sua calcinha. E depois fodendo sua buceta, fazendo-a gozar.
No dia seguinte levantei muito cansado, pois quase não havia dormido. Meus pensamentos continuavam me sufocando. Eu não conseguia pensar em outra coisa. O tempo todo a cena dos dois não saia de minha cabeça.
Resolvi voltar para casa. Peguei uma valise com alguns pertences e peguei o rumo da estrada. Três horas depois estava no portão de minha casa. Entrei sorrateiramente. Ela estava na cozinha. Ao me ver, sorriu e exclamou:
- Oi amor. Estava morrendo de saudades. Você demorou em voltar.
Beijou-me na boca de forma apaixonada e pude perceber em seu pescoço uma mancha roxa, sinal de uma traição consentida.

- Não aguentava mais de tesão. Já faz um mês que não fazemos amor. Você não pode deixar sua esposinha assim no seco. Olha que arrumo outro, viu?

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